setembro 2011


Uma bolsão ou uma bolsinha ? não importa o tamanho mas elas são lindas e brilham ! No melhor estilo Hi-lo Neide Maio que além de professora de modelagem  é designer de acessórios e incansável não para de inventar coisas para carregar outras coisas dentro!!! Seu negócio são bolsas , necessaires , carteiras  e pastas – as estampas de bicho , o material acolchoado e os poás são sua marca registrada!

Agora Neide lança a linha de brilhos bem delicados – a peça é toda recoberta de paetês de formato e tamanho diferenciado e as alças são de nylon. Pronto você tem uma sacola fashion e não exatamente uma bolsa de noite . Super para usar com jeans e sapatilhas à luz do dia .


P.S.Você encontra através do e mail neidemaio@hotmail.com

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Você certamente já percebeu que se as saias estão lambendo o chão nessa estação as calças, ao contrário, estão encurtando !

E as tais calças curtas , ditas cropped são o que há . Bacanas e despojadas ficam chiquezinhas se colocadas com blazers leves, camisetas e trazem para o verão uma opção na produção. As calças curtas podem ter a barra dobrada e o gancho levemente frouxo sem necessariamente serem da modelagem de uma saruel. Mais folgadinhas que o jeans skinny e permitindo looks bem criativos são mais uma daquelas coisas que vem dos 80 ….! fazer o que ?

Uma das tendências que prometem se transformar em modismo ainda em tempos de ventos meio friozinhos mesclados a promessa de um calor infernal para o verão 2012 são as espadrilles . Cheias de historinhas chatas de inspirações em sapatos de  camponeses, pescadores , militares e prisioneiros passando pelo ineditismo de Chanel que teria sido a primeira a utilizar as espadriles  e blá, bla, blá , o certo é que este tipo de calçado já apareceu na pauta da moda algumas vezes desde 1930, 1940, 1950, 1960, 1970 e na esteira do retorno dos idos de 1980 e de 1990 trouxeram mais uma vez os tais calçados às passarelas. Os modelos podem variar  e os saltos também mas o denominador comum que dá nome ao calçado é o solado de corda que reza a lenda viria do esparto planta similar a palha encontrada próximo ao Mediterrâneo .

Um monte de celebridades bem mais bacanas que as atuais usaram!

 

Versões famosas de assinaturas peso pesado convivem hoje em dia com as mais populares e se juntam a outras que imitam as marcas poderosas sem dó nem piedade!

Dê uma olhada e veja se você vai curtir ou não o verão de espadrilles nos pés!

Modelão super imitado de Louboutin

Very classic – a preferida de Kate A Duquesa de Windsor da LK Benett ( esgotadíssima)

A versão de Narciso Rodriguez

E ….

AMEGALINDA ! outra de Louboutin!

DIY é uma sigla que significa Do It Yourself . Na contra-mão do consumismo e da reprodução em série e dos bolsos, vazios ou endividados o DIY pelo mundo afora, toma ares de quase movimento e movimenta a blogesfera.A despeito de recuperar em todos nós a capacidade de fazer algo com as próprias mãos o DIY inevitávelmente fala também da necessidade termos algo novo. Mesmo que esse novo seja uma reinvenção de algo já visto .. mas , em todo caso, é melhor que nada!

Existem vários blogs e até mesmo programas de Tv que adotaram esta pauta ou se transformaram em especialistas no assunto. Como pesquiso a customização e seus valores simbólicos e representações sociais na cultura contemporânea tenho visitado vários destes blogues e conversado com algumas meninas que enxergam no DIY vários ângulos :  uma maneira econômica -” é viver sem gastar muito”;  o retorno ao artezanal e principalmente a idéia personalização das roupas ( e de vários objetos ) . O DIY  dá aos seus adptos a sensação de participarem da cadeia produtiva , de serem consumidores mais reflexivos, ponderados e criativos.

Ainda volto a falar do assunto !

Mas antes disto um exemplo bacana de DIY ( ou do “Foi feito por mim”  – slogan da antiga versão da Revista Criativa que explorava exatamente o que hoje é o DIY)

E como o DIY não é só resultado, é importante que se veja e veicule as etapas de construção da idéia que toma corpo na peça finalizado . Afinal as etapas garentem a participação em todo o desenvolvimento do produto


Imagens : fashion.onblog.at

 

 

 

Quando falamos da moda como lógica, sistema e fenômeno é claro que a entendemos para além do limite das roupas e peças do vestuário . Por incrível que pareça ainda tem gente que acha que moda é uma coisa fútil e que por isso não merece atenção . Mas o curioso que que os porta-vozes deste discurso muitas vezes estão imersos na lógica da moda – são identificados por objetos que utilizam e no seu dia -a-dia trocam de aparelhos eletrônicos , consomem novos jogos, gadgets e tudo o mais achando que ilusoriamente isso não tem nada a ver com a moda .

Dá uma olhadinha na matéria aí :

http://www.olhardigital.com.br/embed/12424

Moda é atribuição de sentido ao que consumimos e nos dias de hoje queremos nos ver naquilo que levamos para casa . Pouco consumimos a materialidade mas muito carregamos do que o objeto significa Não basta que enxerguemos isso no produto mas agora, nossa vontade é caracterizar os objetos de nós mesmos – por isso a customização se faz tão presente no discurso contemporâneo.

Nas aulas de semiótica sempre discutimos os elementos de atração . Elementos que uma vez presentes na imagem conseguem atrair o consumidor, leitor. Os elementos de sedução são aqueles que conseguem atrair e momentaneamente romper a barreira da racionalização. Olhamos , nos sentimos atraídos sem , no entanto, sabermos se gostamos , para o que serve , se é bonito aquilo que estamos observando. Com forte relação com o elemento estético – imagens que tem seu maior vínculo com o leitor a partir de componentes ligados a cor , forma e textura  – os elementos de sedução conseguem driblar nossa irremediável tendência de explicar, organizar, encaixar – e durante alguns segundos somos mobilizados exatamente por não conseguirmos dar sentido ao que vemos . Segundos depois estabelecemos novos padrões racionais e completamos as sentenças . Mas esses instantes preciosos já cumpriram com o papel , tão , e cada vez mais raro , de reter nosso olhar !Marcador de livros da Kyovei Co. Ltda. do Japão explicita esta ideia do que nos chama a atenção – fazendo relação com sensações previamente conhecidas  – e que aos poucos vamos construindo a resposta para o que é o objeto , qual sua utilidade , se gostamos dele ou não.

Assistir ao filme O planeta dos macacos – A origem ( título em português) é como chafurdar numa imensidão de explicações que varrem o cinemão ultimamente. Depois do sucesso de George Lucas com sua continuação ao contrário (e isso lá existe ?) da saga de Star Wars – que ele , Lucas – jura ter escrito de prima mas filmado em outra ordem ….vários títulos passam por essa obssessão de explicar o começo que justifica o fim. No caso do Planeta dos macacos – A origem ;essa historinha no entanto,  fica engraçada já que estamos falando de nós mesmos- a humanidade ou de como quase desaparecemos da face da Terra e de como nos tornamos uma espécie secundária na linha de dominação.

As filmagens explicativas , construções determinantes em apontar uma sequência para os acontecimentos são emblemáticas de um período em que apesar da chuva de informações – sabemos cada vez menos sobre nosso futuro. É exaustivo tentar entender de onde viémos e mais cansativo ainda imaginar para onde iremos. O homem que não sabe de si arranja explicações para tudo e no caso do Planeta dos Macacos – A origem até mesmo nosso suposto fracasso como espécie se deve a nossa supremacia. Donos do mundo, reinventamos a nós mesmos distribuíndo inteligência aos animais e matando a fonte encontrada em nossa própria genialidade morimbunda.

Seria mais ou menos esta a nossa história – a morte por excesso, por domínio extremo , por controle absoluto ?

Gosto de pensar nessas coisas mais do que propriamente do filme em que as técnicas utilizadas para recriar os macacos me parecem o mais surpreendente! Os atores são abaixo da crítica de qualquer um – assim os símios que aos poucos se transformam em heróis ganham também destaque na atuação face ao fraquíssimo elemento comparativo ali presente!!!