abril 2011


Saindo do clima de sonho de contos de fada que anda pairando com o assunto do casamento do Príncipe Willian colocamos os pés no chão e voltamos a falar tênis no lugar de vestidos de renda , chapéus de plumas ( lindos na minha opinião !!). Este modelo com essa cartela de cores bem interessante faz parte do projeto Melissa Memories que reedita sucessos de décadas anteriores . Apresentado pela primeira vez nos anos 80 o Bolha acho que nem fez tanto sucesso assim mas agora … a roupagem nova é super confortável e as cores muito interessantes . Existem ainda as opções flocadas mas pela primeira vez preferi os de plástico mesmo – eles são foscos e pouco parecem Melissas ( não que parecer Melissa seja um problema, claro!) . São uma boa opção para quem quer uma alternativa ao All Star muito embora a semelhança exista ….!

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Os brincos de diamantes utilizados por Kate Middleton no seu casamento foram de autoria de Robinson Pelham Jewellers. Feitos à mão por artesãos ingleses especialmente para esta ocasião, os brincos foram encomendados pelos pais da jovem e foram-lhe oferecidos como presente de casamento.

A jóia é inspirada no brazão de armas dos Middletons .

Em tempos de casamento Real as jóias cumprem com um papel importantíssimo pois fazem parte do que chamamos de adornos  ou acessórios cerimoniais. Utilizados em ocasiões como a que foi vista no dia de hoje ( 29-04-2011) simbolizam laços entre famílias , unindo o passado ao presente e estabelecendo vínculos para o futuro. A representação do brazão familiar nas jóias é muito antiga e é uma maneira de manter visível a identidade das familiar , isto é , falar de sua origem e de sua presença no mundo. As jóias além do valor material explícito são repletas de significado simbólico – mais do que valor em si mesmas estas peças transformam-se em porta-vozes da memória, da afetividade e da história.

São poucas as mulheres a ter concretizado o sonho de se tornarem princesas… Muito embora se insista em dizer que isto é coisa do passado que os contos de fada nem de longe fazem parte dos anseios da alma feminina nos dias atuais  – em tempos de casamento Real o burburinho em torno dos queridinhos da Inglaterra Kate & Willian trazem a tona o desejo de todas em viver um diazinho de Cinderella.

E tornar-se  Princesa vindo de outro lugar senão a própria realeza é tarefa árdua . Protocolos bem ensaiados, sorrisos metrificados e gestos calculados fazem parte da liturgia de quem pertence ao mundo dos homens privados mas começa a encarar o que sobrou do espaço dos homens públicos. A monarquia mesmo em tempos de clonagem e comunicação ultra mega avançada, tablets e incursões intergalácticas ainda representa o vínculo de nossa sociedade e história com o Antigo Regime.

A escolha do modelo mais que discreto e que ressalta a sua comentada elegância – na verdade a noiva agora esposa do futuro Rei da Inglaterra opta por versões seguras daquilo que a moda oferece , exibe grifes com parcimônia e não exagera na dose fashionista ou criativa – fez com que Alexander McQueen designer e gênio inglês fosse homenageado e assim as lentes do mundo se mantivessem ligadas na Inglaterra , é claro, de onde não deveriam sair neste dia de glória. McQueen um dos últimos gênios da moda morreu recentemente e deixou uma assinatura de sucesso a qual tem atualmente na direção criativa a designer Sarah Burton.

E falando de dias de Cinderella … a Princesa mais linda de todos os tempos … atriz, dona de uma beleza clássica incontestável tornou-se Princesa de Mônaco. Sua elegância discreta em tempos de New Look também marcou época  e seu vestido parece ter sido uma inspiração para quem agora calça os novos sapatinhos de cristal!

O retrato de Dorian Gray é o texto mais famoso de Oscar Wilde senão, o mais comentado dentro de sua obra genial. A recente versão cinematográfica trouxe das telas para os debates do dia-a-dia questões que atormetavam os indivíduos no século XIX o qual depositava no eu e numa visão particular do mundo a confirmação da queda do Antigo Regime bem como a ascensão do homem privado.  Qual seria o destino de nossa obssessão por nós mesmos ?

Dorian  Gray de Wilde era um jovem belo, charmoso capaz de conquistar homens e mulheres , capaz de reunir atenções e dinheiro, capaz de seduzir através de sua imagem. Sua beleza e juventude , sua pele e suas roupas, seus gestos … estes eram os elementos que o faziam ter o aplauso constante de sua platéia. O medo de perder a fonte de seu sucesso o fez ficar preso a ela – sua imagem, valor supremo, era sua ponte para alcançar o mundo e ao mesmo tempo seu carcereiro;sem ela não sobreviveria. Dorian fez um pacto com o diabo e este lhe garantiu a juventude eterna, a passagem do tempo no entanto estaria tranferida para um quadro com seu retrato – este sofreria as agruras da transformação e do futuro. Dorian não teve futuro congelou sua existência em uma imagem eterna que o aprisionou em si mesmo…enfurecido e entediado colocou fim ao seu suplício destruindo a seu quadro deformado.

Kurt Cobain era um jovem no auge do sucesso quando em 2005 colocou fim a sua vida com um tiro de espingarda na cabeça. Um dos últimos senão o último exemplo de um artista do ROCK Kurt percebia o quando sua imagem era um passaporte para a vida e simultâneamente uma prisão. Certa vez no auge do sucesso do NIRVANA Kurt e a banda sairiam de sua casa nos EUA para um show , cercados por fãs que aguardavam a passagem de seus ídolos para seguí-los até o estádio que seria palco do evento. A solução encontrada pelos empresários dos jovens de Seatle foi a saída de helicóptero. Para satisfazer os fãs  Kurt resolveu acenar aos milhares que estavam ao seu redor. Quando saiu na sacada de sua varanda após instantes se ouviu um uivo, um grito de fúria, dor ??? os fãs bateram palmas, bradaram e imitaram o vocalista da banda de  sucesso meteórico enquanto Kurt entrava em crise ao ver do lado de fora quinhentos mil reflexos de si mesmo – garotos e garotas vestidos como ele, penteados como ele. Kurt Cobain estava inevitavelmente preso a sua imagem e por mais que tenha tentado maculá-la a custa de drogas, de comportamentos pouco elegantes só conseguiu se livrar do espelho no dia em que acabou com a propria vida.

Kurt Cobain Dorian Gray – almas presas na imagem… e o que somos sem ela ?

Existe a história que conta que o Padre José de Anchieta famoso catequista era na verdade um homem atormentado pela ineficácia no cumprimento de sua missão . Em cartas ao amigo frade em Lisboa narrava as verdades da convivência entre os gentios. Ao receber do amigo o consolo que sugeria que ele , Anchieta , conseguia converter índios em tempo recorde o Padre em terras brasileiras explicava : o problema não é fazer com que os silvícolas acreditem em Jesus Cristo , na Virgem Maria e no Espírito Santo, o problema na verdade é fazer com eles desacreditem de todo o resto . Os brasileiros creêm em TUDO!!! Abismado Anchieta ia deitar-se sempre com a certeza de que jamais converteria esse povo por completo!

Queridos amigos essa é a parábola da Páscoa para vocês leitores que hoje me dão a honra de serem mais de 500 diariamente mesmo em tempos que abandono minhas funções de blogueira devido a orientação de projetos, consultoria e correção de provas !

Acreditar em tudo é tipicamente brasileiro. Misturamos pirâmides em casa com horóscopo chinês, um gosto pelo tarô e algumas simpatias de ano novo também não ficam de fora. Usamos terços e oramos e se bobear ainda fugimos sem vergonha alguma dos passos que iriam por baixo de uma escada. Pois esse é nosso mérito – acreditar em tudo no lugar de nos tornar meros receptores nos torna simplismente incapazes de conceber o mundo como um único discurso, cor, credo, espaço e tempo.

Assim sendo FELIZ PÁSCOA A TODOS e que o coelho seja generoso  – oferecendo o que cada um sonha e, por certo, merece!

O MUNDO É DOS BONS E OS BELOS CORAÇÕES TRIUNFARÃO – quem acredita em Papai Noel e Coelho da Páscoa também !!!

 

 

É não que nesta volta aos Anos de 1980 estamos escorregando nos 1990 também e reativando a paixão da época pelos abotinados pesados!!! Nos idos já citados eu era uma adepta convicta de tudo quee stá na pauta  e nas vitrines de plantão. Oxford preto para começar e depois coturnos muitos coturnos.

Nos usos atuais vem o culto aos modelos tipo Dr Marten ( como o camuflado ai em cima ) e os modelos abotinados variados … além desses nas andanças por aí a fora  a gente já tá vendo a volta das motoboots ( moto de motocycle boots) . São interessantes :brutas e com cano médio que não fica ajustado na perna as motoboots são acima de tudo confortáveis. Não sei se gosto delas ainda ….

Essa aí é a família Buscapé galera ! Todo mundo ( menos a noiva gostosona ) usava botina !!!