junho 2012


Ahhh demorei a escrever sobre Tintin – a versão de Spilberg para o cinema do clássico da HQ européia. Tintin de Hergé foi lido por um monte de gente e idolatrado por outros tantos e ainda marretado por alguns que enxergam em Hergé traços politicamente incorretíssimos. A despeito disso e de outras coisas sempre gostei muito das aventuras pouco plausíveis do garoto – menos plausíveis ainda quando lembramos e ele é um jornalista mas, de toda maneira, ele é coleguinha do Clark Kent e do Homem Aranha que além de subir em paredes também paga as contas dando duro no fotojornalismo!

De idade completamente incerta , com trajes que hoje beiram o ridículo Tintin é um herói da inteligência, do desvendar de mistérios, do lado bom da força antes que George Lucas e o mesmo Spilberg tivessem inventado essa coisa toda!!!

Viajante e nômade suas aventuras vão passeando por terras e culturas diferentes – a visão etnocentrica bate forte muita vezes e em outros momentos é suavizada.

Porém, apesar dos pesares  ( amo as histórias )  o melhor de tudo são os personagens que povoam o mundo Tintin – no filme estão presentes dois dos meus favoritos Haddock e a Magnífica Castafiori!!!! Os irmãos Dupond e Dupond nunca fizeram minha cabeça mas o Professor Girassol – que estará presente no próximo filme é uma paixão.Todos os personagens são superlativos e esteriotipados – muito burros, atrapalhados, maus , surdos enfim definidos ao estremo mas por isso mesmo divertidos ! No filme aliás, o mascote Milu – cãozinho de estimação de Tintin ganha ares de impotância que não me lembro ser igual a dos livros ….

Apesar dos estranhíssimos efeitos especiais que computadorizam os movimentos dos atores e ao mesmo tempo os transformam numa espécie de escultura virtual dos personagens dos quadrinhos , vale a pena assistir e entender , como eu , que você é afinal um ser da era digital que provavelmente tem um I Phone , I Pad, I qualquer coisa  enão vai botar defeito logo no revival do Tintin !

O tom da narrativa encontrada por Spilberg é o mesmo de Indiana Jones – música e orquestarção monumentais para fugas, corridas e perseguisões! É diferente mas gostei e …

 

Vocês se lembram do Billy Eliot ???o garoto que queria ser bailarino ???

Pois agora ele é TINTIN o repórter destemido do topete loiro!

 

No cinema Tintin apareceu em duas animações e num filme da década de 70 com uma caracterização de personagens espantosa para a jurássica época pré efeitos estranho – especiais !!!

Muitas foram as aventuras :Eu recomendo : os lovros do filme – O segredo do Licorne e a sua continuação que em breve chegará as telas O tesouro de Hakaan O Terrível; O templo do sol,  Os charrutos do farraó , O loto Azul, As jóias da Castafiori.

Um P.S. é bom ficar ligado nas sequências – muitos livros tem continuação e também existe uma ordem nas histórias  – O capitão Haddcok por exemplo aparece no Secredo do Licorne e passa a ser figurinha fácil em outras aventuras.

 

Outro P.S. Spilberg que é um cara sentimental homenageia Hegé logo no comecinho do filme – o ilustrador de rua que está retratando Tintin é na verdade seu criador !!!!!

 

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Lindas texturas para a produção de acessórios . Guess what ? são cabelos !!!

Prática bastante comum no século XIX  as jóias de cabelo eram elementos de adorno ligados a emoção do vínculo afetivo. Celebravam amizade, amor ou marcavam a saudade de um ente querido. Explicitamente relacionadas a materialidade – pois feitas com cabelo humano – e ao mesmo tempo repletas de significados simbólicos estas peças faziam de uma parte – os cabelos – um elo de ligação com o todo – a pessoa, o indivíduo de que se quizesse lembrar…Na Era Vitoriana estes adornos podiam ser braceletes , broches ou brincos complementados por pedras preciosas , fundos de madrepérola e encaixes de ouro  e possuiam, de fato, o status de joia.

Nos dias de hoje ….A designer Kerry Howley propõe os cabelos como matéria-prima sustentável de peças para serem usadas em grandes eventos . Colares quase de gala que não danificam a natureza, feitos em material abundante e que ainda por cima mantêm a ligação com o usuário – a jóia pode ser feita com o seu próprio cabelo , claro!

O filme O Corvo entra no hall das películas de supense policial . Ambientado no século XIX , ainda  sob a auréola do Romantismo a história na verdade é uma ficção sobre a vida , ou melhor , os últimos dias de vida, de Edgar Allan Poe. Poe foi é sempre será um dos maiores escritores da face da terra. Dono de uma verve emblemática da época em que vivia , transformava a angústia dos novos tempos da cidade , da industrialização e das multidões, que faziam o homem se perder de si mesmo, em temíveis fantasmas. O universo de Poe é macabro e sombrio talvez como o lado mais escuro que nos assombre quase que diariamente….o medo de nossos próprios atos é o grande vampiro que suga as forças de quem tenta resistir com uma boa imagem, aparência. Pois bem , O Corvo mostra o escritor falido tentando sobreviver em busca de mais uma publicação inebriado pela bebida e por um amor de difícil aceitação. Anabell Lee sua jovem e frágil esposa de 14 anos – como cabia aos casamentos no século XIX-  é mostrada como uma jovem mais vigorosa que o ama e que tenta vencer a resistência familiar ao enlace do casal. Tanto quanto na sua vida real o filme mostra Poe em meio a desacertos mas também dono de  uma inteligência privilegiada que o torna capaz de desvendar crimes… e por aí vai a história que não faz do filme um dos melhores mas não o deixa cair na sarjeta. Este lugar nobilíssimo em se tratanto do século XIX só é digno de homens como Edgar Allan Poe !

Os figurinos do filme são bastante corretos e espelham um masculino discreto e sóbrio bem ao gosto da nova imagem que colocava o homem em um lugar de seriedade – uma oposição clara aos hábitos , agora criticados , do Antigo Regime aonde bordados , plumas e brilhos compunham a aparência do cortesão, do súdito da monarquia. No feminino pouco aparece mas a cena do baile de máscaras parece eficaz em termos de retratação sem exagero do romantismo com seus espartilhos , volumes e penteados com cachos lateriais.

John Cussack se sai bem na pele do gênio do horror – não é uma interpretação brilhante mas acredito que este seja um problema meu . Minha paixão pelo escritor e por seus personagens que saem de si e acordam no abismo do nada não me deixam alternativa a não ser dizer que é muito difícil ser Edgar Allan Poe em qualquer circunstância!Sem dúvida meu favorito : o cartaz em espanhol !

O Gênio do horror ! Leitura obrigatória para quem gosta do gênero – fortemente influenciado pelos contos góticos e para quem deseja entender os fantasmas do século XIX e da transformação da economia , do tempo e da vida.

Os acessórios são fundamentais . Os materiais são diferenciados , os repertórios variados e as assinaturas se valem da criatividade e do design para transformarem o conceito de jóia em um valor além da materialidade .

Este é o Pencil Bracelet da designer Iris Tsantes – um novo olhar para o reaproveitamento !

Ainda dá tempo de aderir … bota fé que ainda vai rolar algum vento frio e você vai poder usar esta meia-calça mega falsa e mega tudo-de-bom!!! Cinta-liga fake para fazer graça e seduzir com bom humor !!!! Por aqui a versão “espartilho” toda cruzada na parte posterior da perna – ultra sexy demais  – pode ser encontrada na LUPO já a outra  achei em Londres!

Imagem: blog da chris

Uma das propostas que considero interessantes no meio de eventos que falam do verão através do azul – do céu , do mar ….foi a da estampa de “não cor” da Alessa . No meio de um monte de conjuntos estampados e dos tais quase pijamas coloridos a designer arriscou bonito em suprimir a cor em algumas peças deixando em PB flores e formas tropicais . Certamente curti e também me recordei do trabalho de conclusão da aplicadíssima Jaine Rose – que também ousou em retirar a cor da chita , trabalhando com florões em preto e branco. BONITO DEMAIS MENINAS!

Na minha santa mania ( digo santa por que juro que minhas intenções são boas mesmo sabendo que o inferno está cheio delas ..mas como o inferno é quente …) de crer no poder do inverno carioca sempre fico desapontada ao constatar que novamente vamos ver desfiles de roupas de banho – beach wear … fazer o que ? Sou uma mala dessas que odeia verão , roupas de alça e sandálias mas que tem que usar tudo isso sob pena de morrer sufocda em qualquer outra coisa que não seja sinônimo de pouca roupa. E nada é pior do que pouca roupa… bem só roupa apertada , esmagando o que sobrou de uma pessoa num dia de verão.

Mas divagações colonizadas de minha parta , à parte : o Fashion Rio foi Herchcovitch denovo e sempre ! TUaregs , viagens pela Turquia ou qualquer coisa do mundo encatador árabe fizeram o talento do cara mostra mais uma coleção bacana porque  bem executada e viável combinando com maestria o conceito e a abordagem comercial.Eu surtei com esta estampa de mapa, de África, de paisagem, de viagem – mistura bem sucedida !O investimento da assinatura\marca no jeans é perfeito . Modelagem enxuta , tecnologia nos beneficiamentos e aparência com diferencial numa textura fácil de ser consumida porém difícil de ser renovada de maneira contemporânea.