RISD-Dandy-Exhibit-1-635RISD-Dandy-Exhibit-2-635Dandis eram especiais . Para mim sempre serão pois ao estudá-los consegui entender o funcionamento dos grupos urbanos e questões importantes relativas a aparência masculina que depois da queda do antigo regime ficou restrita ao discurso da sobriedade , seriedade. A vaidade explícita , o devaneio por cores e formas foi culturalmente associado ao gênero sexual feminino que no domínio do espaço privado deveria cuidar da aparência para enfeitá-lo. Mas os Dandis , no início do século XIX negavam a submissão ao mundo burguês medíocre que caminhava para o P, M, G construindo para si mesmos peças impecáveis , ajustadas e principalmente criadas para um único corpo . Em tempos de reprodução em série e da máxima “tempo é dinheiro” perder ou gastar o tempo, que não era mais propriedade do indivíduo e sim do capital , em delírios da vaidade incomodava muita gente.

A Rhode Island School of Design  montou em maio  a linda exposição:  “Artist/Rebel/Dandy: Men of Fashion investigando a rebeldia inserida no dandismo , no apreço pela moda quando se trata de público masculino . A partir das figuras emblemáticas do movimento Dandi – Oscar Wilde e O Belo Brummel a mostra apresenta a elegância do homem como uma possibilidade de mexer nas fronteiras estabelecidas . O tempo gasto nas roupas era também dedicado as artes e a moda acabava transformando-se em uma interface para exibir personalidades especialíssimas que se recusavam ,não somente em termos de peças do vestuário mas, em termos de pensamento  de serem reduzidos a maioria.

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Os “pais” dos Dandis :

beau-brummel-from-a-miniatureO Belo Brummel

Oscar WildeOscar Wilde

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