Como disse o coleguinha Xexéo falar do último fime de Woody Allen ainda em cartaz por aqui é lugar mais que comum mas é também inevitável. Falar do filme é um clichê nos artigos dos jornais , nos posts dos blogs , nas conversas de bar. Mas é justamente o clichê que me encanta no filme . O desejo quase estúpido que todos ( ou quase) temos de viver em alguma época que não a nossa – o desejo de evasão romântico -que nos faz viajar no tempo e é claro encontrar nele o melhor de cada período. A falta de alguns confortos e  as dificuldades da vida cotidiana certamente sentidas por alguém que abandona o século XXI e se aventura no remoto não aparecem, obviamente, nesses devaneios. No filme o cenário para a evasão é Paris – cidade conhecida como a mais romântica do mundo muito embora o próprio Allen tenha dito em Manhattan que Nova York ocupava este posto.

A história ? balela de mais clichês adoráveis – um escritor que sente-se vendido para o mundo dos roteiros vazios americanos acompanhado de sua noiva riquinha encantada com um mala intelectualoide e pouco sensível de plantão.

O escritor encontra a resposta para seu presente no passado e lá estão seus ídolos na década de 1920 ! e em meio a eles um figurino lindinho e charmoso e clichê – e muitas  festas , claro Paris era uma delas !!!!!A cintura marcada nos quadris, a silhueta reta e os cabelos curtos adornados tudo isso exibidos em umambinete com mulheres  liberais envolvidades na e pela arte.

Mas um dos toques mais geniais e bem humorados do filme que mostra os escritores mais arrumados , arruinados ou pintores mais galantes , ricos ou despojados foi a deliciosa caracterização mega clichê de Salvador Dali !!!!!! TUDO DE BOM!!!!

O ator Adrein Brody dá vida a um Salvador Dali jovem cercado por surrealistas como Buñel, falando sem parar de “rinocerontes” – ultra risível e bobo se não fosse um filme de Woody Allen que é feito para quem gosta de Woody Allen e se entende bem como o universo de suas citações!

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