Peça cara ao período Elisabetano os rufos além de golas eram símbolo de prestígio social. Elementos decorativos típicos da rigidez que imperava na Europa na época da Contra Reforma os rufos transformavam a silhueta, praticamente separando a cabeça do restante do corpo, fazendo com que a racionalidade de faces sérias ficasse evidente nas retratações sempre extremamente solenes. Poderosa e  absoluta a Rainha Elisabeth I é retratada com vários modelos de rufo que reforçam a estética do período – a dureza dos trajes refletia a glória da imobilidade!

Nos tempos atuais sabemos que o rufo é fonte de inspiração : Mas olhem o trabalho sensacional de Phillip ToledanoA surpresa que é um rufo torna-se ainda mais inusitada: a gola reflete o indivíduo e todos os seus conflitos. Dividido o homem dos séculos XVI e XVII fazia da roupa e da moda uma proteção dura contra os acontecimentos teimavam em questionar a supremacia humana. O fotografo Toledano (NY) nos remete a esta questão: fazemos da roupa e dos objetos nossa identidade mas esta nem sempre é una. Nosso reflexo é partido, sobreposto as vezes. Somos camadas de nós mesmos…como as rendas das golas rufo.

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