Me fizeram esta pergunta outro dia na aula sobre Neoclássico na disciplina de História da Indumentária. Curiosamente pesquisando encontrei a prova de que sim : existiam mulheres que fugiam ao padrão alongado  e idealizado no período. A caricatura mostra os problemas de se seguir a moda a qualquer preço … ou melhor exibe o preço que se paga por utilizar aquilo que não fica exatamente  bom em nossos corpos. No passado a verdade é que não existiam muitas opções em termos de silhueta pois uma entrava em voga, fruto das transformações socio-culturais  do período,
e não havia margem para interpretações criativas ou alternativas em termos de outras modelagens, formas.As imagens do estilo que finaliza o século XVIII e inicia o século XIX apontam para uma silhueta feminina oposta aos artificialismos do Rococó. Nada portanto de espartilhos , de armações de saia e, a cara limpa faz mais sucesso do que os penteados eleborados, as perucas e os montes de maquiagem branca e pó colorido nos cabelos, que faziam parte do repertório visual da última corte a gerar padrões do antigo regime deixam a moda em favor de uma silhueta simples e de acordo com a máxima burguesa “não importa o que aparento ser mas importa o que eu sou”. Versailles sai de cena com as cabeças dos rei e rainha no cesto e com eles  morre o glamour de uma época de falsidade admitida e admirada .

A inspiração Neoclássica vem da cultura Greco-Romana e assim sendo as formas devem reproduzir a limpeza visual das colunas gregas.A roupa no contexto da Revolução Francesa exibem uma opção pela pureza das formas que permitem exibir as características pessoais, singulares e intransferíveis.

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